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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sementeira de Abril

O que semear em Abril?!
Deixo aqui, então, o que esta escrito no Seringador e no Borda d`Água (aviso que estou a utilizar os almanaques de 2009…):

Seringador

Q.M. – (…)

L.N. – …milho em terra seca. (…)

Q.C. – Querendo-se ter melões, abóboras e jerimus temporões, devem semear-se em vasos, agasalhados da neve e sobre camas de estrume de cavalo, para serem transplantados no chão no mês seguinte. Também se semeiam pepinos (…), alhos-porros, alfaces e alcaparras.
«Se não chover entre Março e Abril, venderá el-rei o carro e o carril.»

L.C. – (…)
«Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.»


Borda d´Àgua

Em Abril mondar e sachar os campos semeados no mês anterior; rega matutina. Plantar espargos e morangueiros.
Semear milho e plantar batata nas terras mais secas e, no final do mês, nas terras mais fundas. Na Horta semear, no Crescente, em local definitivo, abóboras, batata, beterraba, brócolos, cenouras, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pimento, rabanete, salsa, etc. Em viveiro, semear cebola, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão. (…)

domingo, 28 de março de 2010

"Le silence des abeilles"

«Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao homem apenas restam quatro anos de vida. Não há abelhas, não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem.»

O silêncio das abelhas (Le silence des abeilles) é um título de causar assombro; o mesmo se aplica ás palavras proferidas por Albert Einstein!
As maiores polinizadoras e ajudantes do homem estão de “partida” deste mundo… e o culpado é, como de costume…o HOMEM!
Ano após ano, vemos uma “desertificação” nas nossas hortas e campos. Faltam abelhas, falta harmonia…
As andorinhas partem com a chegada do Outono e regressam logo ao primeiro “cheiro” da Primavera; as abelhas nunca partem para paragens mais solarengas, ficam entre nós, “hibernando” nos meses frios e “pavoneando-se” nos meses quentes. Mas agora, até parece que “apanham boleia” com as andorinhas, quando regressam a África, só que não tiram o “bilhete” de volta na Primavera…
Os cientistas tentam descobrir as causas deste “êxodo”. Alguns acusam os pesticidas, outros condenam os telemóveis (etc), outros ainda apontam o dedo aos transgénicos e agora até já há quem queira no “patíbulo” um certo vírus (que desorienta ou “aniquila” a rota das abelhas, tipo baleias e golfinhos, etc, que morrem encalhadas nas praias deste mundo fora…). Pois eu, “cientista” de horta aberta…acuso em 49% as quatro “bombas” dos cientistas, e ACUSO em 51% o HOMEM!
Todo o jardineiro consciente precisa de agir em prol da Natureza, e fazer um manguito aos pesticidas (e os telemóveis, por mim, podem ser todos “exterminados”. Passo bem sem “essa raça”)!
Eu confesso que só* utilizo Calda Bordalesa, tratamento muito eficaz nas doenças ou pestes hortícolas, e que além disso é considerada ou admitida na horticultura biológica, mas… Há sempre um “mas”…será mesmo tão “amiga” do ambiente ao ponto de excluir as abelhas das “suas malhas”?... Era bom demais…
* Como não quero como “amigos” veneno, agora procuro ser mais biológico possível, e em 2009 já utilizei como “sulfato” as urtigas, borragem, cravos-da-índia e hortelãs.
Este “sulfato” biológico é feito da seguinte forma: apanha-se um quilo de urtigas, coloca-se dentro de um balde de água de 20L, deixa-se 15 dias de “molho” e depois sulfata-se assim (depois de crivar), ou pode-se diluir em proporções de 3 para 1 (exemplo: 3L de água pura para 1L da água das urtigas). Também se pode regar directamente nos pés dos hortícolas (eu fazia assim nos tomateiros), mas é preciso não abusar, de 15 em 15 dias chega…
Ah! Aviso que esta infusão (ou demolho) ao fim de alguns dias começa a feder, mas nada de mariquices porque “ninguém vai morrer”, e é bem eficaz (experimentem nas laranjeiras quando tiverem ferrugem ou pulgões. Remédio santo).
Agora os vídeos: O primeiro é falado em francês. Para quem não entender a língua, eu aqui neste vídeo “apelo” ao maior comunicador destes casos: «há imagens que valem por mil palavras».
Simplesmente assombroso e terrificador os que as imagens transmitem! É inefável…
Espero nunca chegar a este ponto! Espero que Portugal jamais chegue a este estado! Espero que isto seja só um filme de Hollywood…
Traduzo apenas um pequeno enxerto desta “ficção”: Os agricultores desta região da China, usaram e abusaram de pesticidas nas culturas e pomares, exterminando toda a espécie de insectos, e que deixaram a região como se fosse Chernobyl (Ucrânia), ou seja, contaminada de veneno, e por várias gerações. Ora, os exterminadores (agricultores) foram pedir ajuda ao seu governo (chinês), para que este pudesse “limpar a merda” alheia… e o que é que o governo chinês fez ao agricultores?... O mesmo que eu faria, um MANGUITO!!!
“Coitados” dos agricultores chineses…precisavam de um Sócrates como Primeiro Ministro…



Desde já que dar-lhe os meus parabéns pelo excelente blog que aqui tem e por poder compartilhar os seus conhecimentos com os outros.
Neste comentário vi que usa "sulfato" de urtigas. Gostaria de saber se se pode "sulfatar" qualquer hortícula, como batatas, feijões, etc...
Enrique


Viva!
A intenção do blog foi mesmo essa, partilhar conhecimento.
Quanto à sua questão sobre as urtigas: Bem, para falar verdade eu nunca fiz essa infusão, pelo simples facto de não ser uma planta que abunde aqui na horta. E olhe que eu faço todo o cuidado para não as destruir – dou-lhes toda a liberdade de serem abundantes na horta.
Esta infusão que aqui descrevo no blog, foi simplesmente um relato que aprendi noutros “blogs” franceses, onde a descrevem como muito eficaz. 
Mas atenção, já fiz infusão de várias ervas e plantas “daninhas”, e principalmente, fiz em 2010 a infusão das folhas de uma planta que se chama Consoude de Russie (escrito em francês). Recebi esta planta (3 pés) através de uma troca de sementes com um colega francês.
Esta planta atrai muitas abelhas para as suas flores (e são daquelas abelhas “raras” de se ver). Mas na infusão, deixa um cheiro tão forte, mas tão forte e impregnado, que vários dias após ter sulfatado as árvores ainda cheira mal. Para manter a boa vizinhança, deixei de a utilizar em infusão… Ficam as abelhas a ganhar.
De todas as maneiras, quer a infusão de urtigas ou de qualquer outra planta, só tem como finalidade o combate biológico de pragas (piolhos, mosquitos, moscas, etc). Esta infusão não tem nenhum efeito no tratamento contra o míldio e o oídio – por exemplo!

continua...

Para concluir, relembro apenas um simples facto, que é o de não sulfatar as flores, sejam elas de que espécie for, e seja a infusão biológica ou de pesticidas
O alimento das abelhas é o pólen! Agora imaginemo-nos na “pele” das abelhinhas… A “lotaria” das refeições, por culpa do homem, passou a ser um “prato” envenenado ou um prato avinagrado…  Eu, “como abelha”, simplesmente, demito-me das minhas funções… (Este último parágrafo dá para rir mas, principalmente, dá para meditar)  
Espero ter ajudado!
Saudações,


Olá, estava a ver os comentarios e não pude deixar de pesquisar sobre a "Counsoude Russe"
Deixo aqui alguns links que espero que gostem:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Consoude
http://cantinhodasaromaticas.blogspot.com/2008/10/consolda.html
http://www.gardenersworld.com/how-to/projects/make-a-comfrey-feed/
Marisa

quarta-feira, 24 de março de 2010

Anotações Soltas...

Como anunciei num post anterior, comecei a minha sementeira 2010. Entre os 4, 5 e 9 de Fevereiro semeei 12 sementes (tomates, pimento e beringela); ora, com este frio da Sibéria… nada germinou, e eu como não utilizo qualquer “artimanha” para aquecer o local onde se encontram os “vasos” (copos) com as sementes, considerando que qualquer meio fora do normal é prejudicial (reporto-me a aquecimento eléctrico, etc), enfraquecendo a resistência dos possíveis hortícolas aos “caprichos” do tempo, tenho, por tudo o que disse atrás, o “grosso” da sementeira de tomates em “águas de bacalhau”… Traduzo o latim: Era para semear todos os tomates entre o dia 22 e o dia 25 de Fevereiro, mas com este frio siberiano acho que adio tudo para Março, altura que tinha previsto semear melões, meloas, pepinos, etc (se o frio da Sibéria veio para o Sul da Europa, que frio tem então agora a Sibéria? O clima de Vénus?…). Posso garantir que, hoje, sexta-feira 19 de Fevereiro de 2010, a minha sementeira está sem data para começar…

Aquecimento global ou arrefecimento “natural”?...

É muito cedo para capar melões, em todo o caso, brevemente deixarei aqui num artigo com link`s sobre o assunto, e com imagens (desenhos). Mais tarde, quando eu capar os que eu semear, anexo as imagens dos procedimentos, a esse artigo que farei brevemente.

Melancias não se capam! Só para a experiência, capei uma no ano passado, e os resultados estão explicados no post sobre melancias (talvez na Orangeglo?...). Também não capo pepinos nem abóboras. Aqui no Minho só capam uma vez o melão Casca de Carvalho; as meloas não as capam!

domingo, 21 de março de 2010

Sementeira 2010

A minha sementeira deste ano será por fases, ao contrário da realizada em 2009, que foi “toda” realizada” no dia 7 de Março (Lua Velha).
Pelo almanaque, e ditos das pessoas “calejadas” pela experiência, a melhor altura para semear é na Lua Quarto Crescente.
Ora, julgo que em 2008 (?), estava eu numa loja de sementes e produtos regionais, quando uma “jovem” agricultora (suponho…) “apregoa” que a melhor altura para a sementeira era no dia da Lua Velha!
Como??????? Quem???????????? Quando?????????? (Esta foi a reacção dos meus neurónios perante o latim incompreendido…)
«Lua Velha é 3 ou 4 dias, depende do mês, após o Quarto Crescente.» Prontificou-se a “jovem” dama, a elucidar os meus “dispersos e confusos neurónios.
Ahhhhhhhh.... Capice!.....
Lição teórica aprendida – lição prática em acção!
Assim o 7 de Março de 2009 foi a tal Lua Velha. Não me queixo da data mas*…
 
Este ano pretendo tirar umas dúvidas; e como li num sítio da Internet que era bom plantar na Lua Quarto Minguante…vou fazer a prova dos nove(*)…
Então é assim: este ano começo a minha sementeira em Fevereiro; tomates, pimento, beringela e melancia entram em acção.
Deixo para Março (ou Abril) os melões, meloas e pepinos (até ao inicio de Maio há tempo para estes hortícolas).
 
Voltando às fases: Para tirar estas dúvidas lunares, só será bem “alicerçado”, se eu repartir uma mesma espécie em várias datas!
A “fava” (ou o vencedor) saiu ao Jóia de Oaxaca. Como será o único tomateiro semeado por mais de 2 (é segredo…), ficará “encarregue” desta empreitada.
Então as datas para a minha sementeira de tomates em 2010 são as seguintes:
- 4 de Fevereiro (vésperas da Lua)
- 5 de Fevereiro (Lua Quarto Crescente)
- 9 de Fevereiro (não faço a mínima ideia que nome terá esta?... Experiência, simplesmente…)
- 21 De Fevereiro (é um domingo; não há sementeira para ninguém neste dia; “apenas” orações para o Senhor)
- 22 de Fevereiro (Lua Quarto Crescente)
- 25 de Fevereiro (Lua Velha)
Finalmente, o “grosso” da minha sementeira de tomates será, como no ano passado…entre o dia 22 ou o 25 (ainda a decidir…).
Para o final da temporada ficam as ilações…
 
P.S. – Não colocarei qualquer referência ao nome das espécies e quantidades (excepção feita ao Oaxaca em cima…) de hortícolas semeados! Só serão mostrados os nomes e as quantidades das espécies lá para o mês de Agosto ou Setembro...
Anexarei imagens nos vários estados do cultivo.
(Que o Senhor DEUS abençoe toda a sementeira deste ano! Am.)
publicado por António às 22:59


2 comentários:
Talvez este artigo (http://www.thriftyfun.com/tf80826377.tip.html)lhe dê algumas luzes acerca da influência das fases lunares nas plantações. Está em inglês.

E já agora muitos parabéns pelo excelente blog que aqui tem.
Pedro a 16 de Abril de 2010 às 04:05

Agradeço a dica; apesar de ser em inglês, só tenho de fazer a tradução.

«E já agora muitos parabéns pelo excelente blog que aqui tem.»
 Mas dá-me cabo da "tarola"...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Polinização Aberta/Livre

Open Pollination - OP


Este texto foi retirado de um site americano; eu apenas utilizei um tradutor on-line. Nota-se que a partir do terceiro parágrafo, a tradução “sofre” uns percalços… por isso deixo o texto em inglês para quem quiser mais rigor (eu lamento não ser mais rigoroso na tradução mas, na verdade, é que eu não percebo nada dessa língua…Tirando as traduções…).
Em todo o caso, julgo que o essencial é perceptível?...  
 
Eis o significado de Polinização Aberta (no inglês OP).
 
«Polinização aberta é a polinização por insectos, pássaros, vento, ou outros mecanismos naturais, e contrasta com a biologia reprodutiva, polinização fechada, que é um dos muitos tipos de auto polinização. Polinização aberta também contrasta com a polinização controlada, que é controlado de modo que todas as sementes de uma cultura são descendentes de pais com características conhecidas, e são, portanto, mais propensos a ter as características desejadas.

As sementes de plantas de polinização aberta irão produzir novas gerações dessas plantas, no entanto, porque a reprodução é controlada e o pólen (progenitor masculino) de origem é desconhecida, de polinização aberta, pode resultar em plantas que variam muito em traços genéticos. Polinização aberta pode aumentar a biodiversidade.

Algumas plantas (como muitas culturas) são principalmente auto polemizadas raça e também verdadeiro, de modo que mesmo sob condições de polinização aberta a próxima geração será (quase) a mesma. Mesmo entre os organismos de reprodução verdade, alguma variação devido à recombinação genética ou de mutação pode produzir alguns "off tipos".

Polinização Híbrida, um tipo de polinização controlada em que o pólen proveniente de uma cepa diferente (ou espécies), pode ser usado para aumentar a adequação, especialmente através da heterose. A tensão resultante híbrido pode às vezes ser puras e seleccionadas para as características desejadas, até uma tensão que gera verdadeiro por meio de polinização aberta podem ser desenvolvidas. O resultado pode ser referido como uma linhagem pura ou puras híbrido ou híbridos. Para adicionar uma certa confusão, o termo "híbrido" puras "também se aplica aos híbridos que são feitas a partir de linhagens seleccionadas que apresentam algumas características desejadas (ver endogamia). Tais híbridos são por vezes designados híbridos F1, ou seja, o primeiro híbrido (filial) geração, cujos pais eram (diferentes) plantas puras.

Um dos maiores desafios para manter uma tensão por meio de polinização aberta é evitar a introdução de pólen de outras espécies. Baseado em geral, como o pólen da planta tende a se dispersar, ele pode ser controlado em vários graus de estufas, caixas de altura da parede, ou o isolamento de campo.

Exemplos populares de plantas produzidas sob condições de polinização aberta incluem o tomate da herança.»



No original:

 Open pollination is pollination by insects, birds, wind, or other natural mechanisms, and contrasts with cleistogamy, closed pollination, which is one of the many types of self pollination[1]. Open pollination also contrasts with controlled pollination, which is controlled so that all seeds of a crop are descended from parents with known traits, and are therefore more likely to have the desired traits.
The seeds of open-pollinated plants will produce new generations of those plants; however, because breeding is uncontrolled and the pollen (male parent) source is unknown, open pollination may result in plants that vary widely in genetic traits. Open pollination may increase biodiversity.
Some plants (such as many crops) are primarily self pollenizing and also breed true, so that even under open pollination conditions the next generation will be (almost) the same. Even among true breeding organisms, some variation due to genetic recombination or to mutation can produce a few "off types".
Hybrid pollination, a type of controlled pollination in which the pollen comes from a different strain (or species), can be used to increase suitability, especially through heterosis. The resulting hybrid strain can sometimes be inbred and selected for desired traits until a strain that breeds true by open pollination can be developed. The result may be referred to as a hybrid inbred or inbred hybrid strain. To add some confusion, the term "hybrid inbred" also applies to hybrids that are made from selected inbred lines that have certain desired characteristics (see inbreeding). Such hybrids are sometimes designated F1 hybrid, i.e. the first hybrid (filial) generation whose parents were (different) inbred plants.
One of the bigger challenges in maintaining a strain by open pollination is avoiding introduction of pollen from other strains. Based on how broadly the pollen for the plant tends to disperse, it can be controlled to varying degrees by greenhouses, tall wall enclosures, or field isolation.
Popular examples of plants produced under open pollination conditions include the heirloom tomato