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domingo, 4 de julho de 2010

O desânimo esta de volta - mas com felicidade...

Até quinta-feira passada, tudo corria bem, como mostra a primeira imagem, tirada em 25 de Junho.
Na sexta-feira à tarde o céu ficou bem escuro e chuviscou aí uma hora (+ ou - ), mas logo de seguida veio um Sol forte... Ora, as folhas molhadas e aquele sol topei logo que vinha aí o oídio...
Tratei de "remediar" a coisa... e fiz mais um balde de calda bordalesa.
O oídio veio em pequena escala, e julgo que já não aumentará (?), mas o que eu não estava à espera era este secar e murchar das folhas?...

                                                          Horta cheia de saúde
                                                                    Já com a calda bordalesa
                                                              O "marvado" oódio
                                                               As folhas secas e murchas
 
                                 Esta espécie de melão é da Alemanha (muito, mas muito susceptível à doença)
 Este é o melão da Persia. Estava tão lindo, com uma vinha tão vigorasa e saudável... enfim...
                                                                  Sem comentários...
                                                        De novo o persa (Small Persian)
                                                                   Este é o persa                                                                           
 
Este é o alemão
 
Fiz uma razia ás folhas do melão da Persia... Agora parece um "pirú" depenado..
 O seguinte é uma melancia com esta "doença"... Para já é só aquele pé, espero que seja o único.
 
                                          É uma folha de melão, no estado deplorável que se vê...
 Tudo corria muito bem, como já referi, apenas se notava que muitas folhas tinhas as bordas queimadas, mas estavam vigorosas e saudáveis!
Eu tentei dar uma ajuda... e coloquei esta tela, para o sol não queimar tanto... A tela era colocada por volta da uma da tarde, e retirada à noite, voltando ao mesmo sítio no dia seguinte à uma da tarde
E agora... será que a tela foi o responsável por esta maleita?...
 
Contem bem...aqui são 19 (nas duas imagens), mas já tinha deitado fora uns 3 oun 4 antes destas fotos...
E o porquê destas imagens?... Porque estes frutos todos SÓ FORAM RETIRADOS DE UM ÚNICO PÉ DE MELÃO... Ficaram lá 3!
ui....até dá dó...infelizmente por cáandamos sempre com o credo na boca de forma a que aplicamos calda bordalesa de 10 em 10 dias e mesmo assim às vezes.
Agora num campo tão bonito como esse imagino a frustração. Grande abraço. Joba

Só posso dizer que é triste.
eugenia

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Opiniões e imagens

Comentário:
Boas sr . António: desde já agradeço a correção que fez ,mas a minha intenção é tentar simplificar a poda, porque não sei se ja reparou (no meu caso tem sido assim) que normalmente tem de capar 3 vezes e so ai é que aparecem as primeiras flores macho, adivinhando ai que nas proximas guias vão aparecer as flores femea. É verdade que isto depende do desenvolvimento da planta, porque eu aqui cubro a terra com um plastico preto e outro incolor por cima para fazer de estufa e normalmente so tiro este mesmo definitivamente quando tenho de capar a segunda vez (se o tempo estiver bom caso contrário cubro outra vez). quanto ao adubo foliar aconselho um adubo normal, (quase sempre de cor verde) e para por perto do pé normalmente utilizo também o adubo normal de cobertura. Peço desculpa mas de momento não lhe sei dar nomes especificos mas com tempo eu vou por aqui nomes e quantidades para fazer uma calda de sulfate que normalmente utiliso e desde já lhe posso adiantar que na calda utilizo praticamente a base de produtos sistermicos. Quanto ao sulfatar com flor eu não tenho problemas, apenas quando utiliso o (DECIS) para o mesmo problema que me vem a explicar no comentário e desde já o aconselho a utilizalo o mais rapido possivel.

Viva!

Paulo Costa, primeiro as minhas desculpas por só responder agora! Estas desculpas são extensíveis a todos os comentadores deste espaço. Nesta altura “do campeonato” será sempre assim com todos os comentários: tenho a horta a cuidar – deito-me tarde – tento fazer algum post (ainda vou começar a fazer post`s sem comentários), e falo por mail todas as semanas com alguns visitantes do blog. Por isso tenho de dividir o tempo com todos; além disso sou “um pouco lento” a teclar…
Agora os melões: Paulo Costa, eu estou confuso…não estou a duvidar de si mas, “todas” as espécies que semeei no ano passado e as deste ano, em todas elas, as flores que primeiro aparecem são os machos (que nascem nas guias principais), só mais tarde, e após capar, é que aparecem as flores fêmea (nascidas em guias secundárias).
Mas você já é um profissional, e além disso deve cultivar o Casca de Carvalho, e eu para ser sincero não me lembro que flores é que apareceram primeiro nesta espécie (de 4 pés adquiridos numa estufa, só um sobreviveu – 2009).
Eu quando disse que não duvidada de si, e ao colocar aspas em “todas”, estava e estou a ser sincero!
Melhor explicado: Uma das espécies que tenho, que é um melão americano, e que estou a cultivar pela primeira vez, está com a seguinte “saúde”: muito vigoroso, sem doenças, carregado de guias, e “arrebentarem por todos os lados e esquinas” novas guias, e carregado de flores fêmeas. Eu terei visto umas 15 flores fêmea para um macho – resultado, TODOS os melões (flores fêmeas) murcharam. No estado actual, nem sei se chegarei a provar aquela espécie (eu quero provar, degustar saborear…agora não depende de mim…).
Será esta uma espécie “invertida”?... Primeiro nasceram as fêmeas e só depois virão os machos?...
Estou a ficar frustrado com aquilo; ainda por cima são três pés!
Acho que vou começar a devastar aquela rama toda…a ver se algo cresce…
È verdade que as flores macho das outras espécies que se encontram ao lado, servem muito bem para “machear” as fêmeas desta espécie. Mas não compreendo, murchou tudo; ou as abelhas não gostam do pólen desta espécie… ou as flores estão-se a fazer “esquisitas” ao clima e solo português…
Sobre a calda bordalesa, eu sei a medida…Foi a indicada onde comprei o sulfate de cobre e a cal!
Também já tratei dos pulgões e parasitas (queira DEUS…);  e sabe que mais…esta praga/doença só estava instalada numa espécie de melão e nas melancias?...
Saudações,
António

(Guia principal carregada de flores macho)
(Guia secundária com uma flor fêmea)
(Como eu disse...aqui se vê neste pequeno espaço 4 flores fêmea, que seguirão o caminho das anteriores...murchar...)

Biba!

Vejo que os seus melões tb estão bem crescidos...

Por aqui, hoje de manhã estava tudo coberto de orvalho na horta! A horta fica relativamente perto de dois rios, por esse motivo ainda não tirei a cobertura da estufa... Vou esperar por noites mais quentes!

As abelhas lá continuam de pedra e cal no seu trabalho... Já há muito tempo que a sua presença é constante, mesmo  no inicio, quando a estufa estava totalmente fechada nas laterais, elas entravam pelos topos!!
No proximo ano tenho que dedicar tempo á obtenção e preservação de sementes puras! Pelo que vejo vou ter novamente melão branco sem ter semeado nenhum...

Fui enganado ;o)

Saudações!

José Silva, eu também acho que fui enganado numa espécie…mas para já não quero tirar ilações precipitadas…vou aguardar mais um pouco!
Por causa dos comentários, aqui e no mail, ainda não comecei a fazer o tal post…
A ver ao menos se lhe respondo até sexta-feira no mail?...
Saudações!

Comentário:
António Obrigada pelo comentário... mas sabe eu sou uma agricutora à antiga semeio, transplanto e colho quando dá, senão não colho. Quanto aos links passa-se qualquer coisa com o meu pc. Não abre algumas fotos, só as que lhe apetesse e os links ainda menos. Portanto eu vejo o que posso o resto deixo por conta da imaginação. A maior parte das vezes os links dos blogues estão em ingles que eu não domino... Quanto ao Rui Esteves ele só deixou o mail, de forma que não sei nada quem é nem o que fazer já lhe mandei uma menssagem... Os seus melõeizinhos estão um mimo... comprimentos e larguras eugenia

Eugénia, lamento que não consiga abrir os link`s, não sei o que fazer…
Aquele link que lhe deixei, mostra imagens muito interessantes do interior de uma flor de tomate, explicando qual é a parte feminina e a parte masculina.
Sobre o inglês eu é que não entendo nada…Valha-me o tradutor online, e mesmo assim, sei lá se a tradução é correcta…
Saudações,
António

Comentário:
Caro António . Muito obrigado pelo envio do link sobre secagem de sementes. Engraçado dizer que os saquinhos plásticos não são a melhor forma de guardar sementes. Recebi há um mês atrás sementes de "sandia" amarilla de um viveiro espanhol exactamente em sacos de plástico herméticos é certo mas sem mais nenhuma protecção. Agradeço mais uma vez e parabéns pelos tomateiros. Os meus oaxaca ainda estão pequenitos. Vou publicar um dia deste uma foto lá no meu blog. Abraço. JOba

Joba, eu já terei falado no blog que participo num fórum estrangeiro de troca de sementes puras, pois bem, eles aconselham nas trocas internacionais, a utilizar os saquinhos plásticos (mas não é obrigatório), só com a finalidade no caso de serem inspeccionadas na alfandega.
Pode surgir a suspeita que tal embalagem traga algo proibido (etc), ora, estando as sementes nesses sacos plásticos transparentes, já não há necessidade de abrir o conteúdo todo, correndo o risco das sementes serem misturadas, perdidas, etc.
Após “esta viagem”, convêm retirar as sementes desses sacos, e passá-las para embalagens de papel. O papel não é transmissor de humidade.
Eu já fiz 3 encomendas internacionais, e em todas elas vieram em embalagens de papel (você confirma as embalagens da Solana).
O link desse fórum que lhe dei, tem muitos participantes que também fazem parte do fórum que eu participo (troca de sementes), por isso acho um pouco estranho…aquelas imagens de guardar sementes em saquetas plásticas, quando no “meu” fórum desaconselham completamente?...
« Com que então a fazer o papel de DEUS?... Grande abraço. Joba»
Joba, olhe que fui “perseguido” bastante tempo por esses escrúpulos…Queira DEUS que o castigo seja leve, rápido e passageiro…
Além disso, eu não quero tanta canseira e responsabilidade; e eu, com a “pancada” que tenho, se ocupasse tal responsabilidade, fazia cá uma reciclagem na raça humana…e reciclava-me também a mim… Mas isto sou eu a falar de mim (livrai-me de apontar um dedo ao Criador)!!!
Assim sendo, que o Senhor mande muitas abelhinhas para a Horta d`Avó, que aqui o “JE” não quer reinar, apenas guardar sementes das respectivas espécies!
Saudações,
António

P.S. – Joba, era possível me explicar como é que faz no seu blog, ao colocar imagens pequenas, e quando se carrega em cima, a imagem aumenta?!?
Eu gostaria de colocar esse sistema aqui (em algumas), mas não sei como se faz, nem sei se tal é possível no Sapo?...


António Boa noite.
No caso do meu blogue basta importar as imagens para sepoderem abrir maiores, mas atenção tenho que optar no caso de meter duas ou mais imagens por agrupar as mesmas, isto é importar tudo ao mesmo tempo, porque se importar uma a uma, nesse post já não se consegue ampliar. O que costumo fazer é importar tudo e depois pacientemente ir espalhando o texto.
Grande abraço. Joba



Olá, boa noite!
Agradeço-lhe Joba, ter respondido à questão.
Infelizmente acho que no Sapo não dá para fazer o mesmo?...
Já ando aqui há algum tempo, com ideias de mudar o blog do sapo para outro lugar...Pena é nos outros (pelo menos o blogger) não se poder actualizar a data (para poder ter sempre o post do Jóia de Oaxaca em destaque)... Ou então são em inglês, que eu não percebo nada...
Saudações,
António

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Proteção de Sementes

O objectivo de proteger sementes, tem como finalidade poupar despesas na sua aquisição no ano seguinte, bem como a certeza de ter os frutos/hortícolas que se deseja!!!
Se um horticultor, agricultor e jardineiro pensa, que terá sementes puras, só porque cultivou na sua horta uma espécie de cada hortícola – está redondamente enganado!!! É preciso contar com os seus vizinhos. Vamos lá trocar isto por “miúdos”… Um horticultor plantou na sua horta 5 pés de melões X, 6 pés de pepinos X, 2 pés de cabaças X, 4 pés de melancias X, etc., e julgando que pode “descansar à sombra da bananeira”, porque plantou uma espécie de cada hortícola, e que não são hibridáveis entre si, é melhor pensar outra vez… porque o mais certo é a “fava” lhe sair… O porquê é simples: as abelhas não são “exclusividade” de um quintal; elas têm um certo raio de acção na procura do seu alimento, e por isso, pode haver um horticultor a 800m (etc) do primeiro, que plantou outra espécie de melão (Y), e uma abelha, depois de ter poisado numa flor macho, do diferente melão deste segundo horticultor, muda de horta…e vai poisar numa flor fêmea do melão do primeiro horticultor… E que por acaso, dará fruto e será exactamente desse fruto que ele recolherá as sementes… A solução, é a protecção!
Bom, aconselham os conhecedores, que é preciso um mínimo de 1000m (sem garantias totais), entre as culturas – mas garantias são dadas se esse espaço passar a 2000m entre culturas da mesma espécie! Ou seja, lá no meio da Serra… o Asdrúbal plantou melões Branco do Ribatejo, e o seu vizinho mais próximo, o Ambrósio, que habita a 2Km, cultivou o melão Pele de Sapo. Pois estes pachorrentos vizinhos… podem dormir à sombra do chaparro, que as sementes dos seus melões serão garantidamente puras – olé… Parece coisa pouca e fácil...mas não é.
Quando se trata de “manear” sementes correntes do dia-a-dia, a frase anterior até terá sentido, mas se o caso for de obtenção e preservação de sementes raras e exóticas, então faz todo o sentido pôr em pratica a sua protecção e pureza!
Este sistema que aqui apresento (garrafas plásticas) foi pensado e elaborado por mim. Não estou com isto a implorar louros, graças e vaidades! Poderá haver alguém (?), em algum lugar (?), que já tenha elaborado este sistema; nunca encontrei na net imagens que documentem esse facto!
Existe outras formas de protecção, que são as que eu aprendi logo de inicio (deixarei aqui os links), e que são as utilizadas até à data. Mas eu acabei de compreender, que esse sistema (o da fita adesiva), é bom no caso de abóboras e cabaças, mas débil nos melões, meloas, melancias e pepinos. O porquê é simples : as flores das duas primeiras são grandes e fáceis de manear, já as outras cucurbitaceas são de flor pequena, e portanto, mais complicado o seu manuseamento. Assim sendo, coloquei os neurónios a trabalhar, com o intuito de descobrir forma de proteger os melões (etc) com mais eficácia. A “maçã” só me caiu na cabeça já no final da temporada (2009), por isso, deu tempo para ver que daria resultado, mas já não houve tempo de obter sementes com este sistema. Este ano é “a prova dos nove”. Mas eu coloco a minha mão no fogo como este sistema é eficaz !!!
Quero reforçar a última frase com a seguinte nota : eu participo num site de troca de sementes puras (o site é estrangeiro, mas não o irei anunciar a quem quer que seja), e apresentei já no ano passado este sistema ao site ; pois foi bem aceite pelo criador do site, e até hoje, nenhum dos participantes objectou qualquer dúvida ao sistema !
Muito importante este paragrafo: A polinização manual é um acto sexual, quer nós queiramos quer não, e portanto, ao esfregar uma flor macho numa fêmea é um acto anormal para o homem. É um trabalho que o Criador entregou aos insectos, com o maior fardo para as abelhas. Por isso, o homem, em certo sentido, está a fazer a obra de DEUS (neste caso refiro-me à criação de espécies), e a roubar o “emprego” às abelhas, por isso é muito aconselhável disponibilizar flores melíferas às abelhinhas, já que vão ser “expropriadas” de um trabalho, e principalmente, de uma refeição muito apetitosa para elas. E isso mesmo: as flores das cucurbitaceas são um petisco para as abelhas ! Mais: caso algum “forasteiro” ao ver este post, com informações de acto sexual e mais meias de vidro na “ementa”...aviso que este sítio é um blog sério e de respeito, com algumas “maluquices” do seu autor, mas não é um espaço pornográfico. Aceitam-se brincadeiras com o “ latim”, mas já não serão aceites as brejeirices! Para bom entendedor...

Vamos lá então proteger sementes de cucurbitaceas !!!
Quatro objectos são necessários para a protecção:

* Uma garrafa de plástico vazia (pode ser de 2L, mas eu vou utilizar as de 5L).
* Um fio de pano (eu prefiro esta matéria, para não cortar o tronco onde será amarrado).
* Um X-Acto.
* Uma meia de vidro (collant), ou um tecido TNT (tecido não tecido).
De seguida corta-se os topos da garrafa com o X-Acto (cortei pelo fundo da garrafa, desviado 1cm das bordas, deixando desta forma a garrafa arredondada, evitando assim ocasiões de romper a meia de vidro. Em cima, cortei aí a uns 2 cm da curvatura).
O porquê de cortar os topos é simples : a intenção é deixar o ar circular, evitando assim que o calor fermente o pólen e a planta no seu interior.
Depois de ter os topos cortados, cubro a garrafa com a meia de vidro. Sempre com cuidado para não romper ! Isto é como um preservativo: rompendo, “a cegonha” trás novidades...


 Esta imagem mostra o momento em que pego na ponteira de uma rama com flores. A imagem mostra uma melancia, já com as flores abertas, mas como já expliquei, na altura que me lembrei deste sistema, já não havia mais nada disponível. Portanto, agora imaginem, isto que aqui vêem é uma ponteira de um ramo com flores fêmeas, E FECHADAS (assim abertas já não vale a pena a protecção. O sistema tem de ser colocado antes de as flores abrirem).
O mesmo processo agora tem de ser feito com as flores macho, e também com as flores FECHADAS ! Por isso tratem de arranjar várias garrafas ou garrafões, e meias de vidro que cheguem, pois é preciso prevenir...
Por fim, ata-se o fio de pano em volta do tronco e da meia de vidro. Bem atado mas sem mutilar o tronco!
Notas importantes:
Eu aconselho a seguinte polinização : plantar no mínimo 2 pés da mesma espécie. Exemplo – planto 2 pés do melão Casca de Carvalho, um chama-se o A e o outro o B. Agora arranjo 4 garrafões com as meias de vidro, e coloco um garrafão numa ponteira de flores fêmea no melão A e no melão B. O mesmo processo se aplica para o A e B no que se refere às flores macho. Quando for polinizar, retiro uma flor macho do Melão A e vou polinizar a flor fêmea do melão B. A flor macho do melão B será para polinizar a fêmea do melão A !
Simples...
Os garrafões ou garrafas, são para ser colocados quando as flores estão fechadas (logo que nascem), e a polinização é feita quando a flor aparece aberta ; isto é um espaço muito curto de dias. A polinização deve ser feita de manhã, entre as 7 e as 11h, depois com o calor fermentará.
É aconselhável utilizar um mínimo de duas flores machos para cada fêmea, garantido assim uma polinização eficaz. Depois de retirar as pétalas de flor macho, fraccionar na flor fêmea (sem retirar as pétalas) com muita delicadeza.
Depois de polinizada a flor fêmea, voltar a colocar o fio de pano em volta da meia de vidro e do tronco, ficando aí até o fruto se começar a desenvolver (pode ser de uma semana a três semanas...), e depois retira-se definitivamente. O garrafão que estava nas flores macho, depois da polinização já não volta mais. Marcar com delicadeza o fruto que foi protegido e polinizado, por exemplo com um fio de lã um pouco abaixo do fruto, ou com adesivo colorido ; assim o horticultor não esquece que é daquele fruto que deve retirar as sementes para as próximas sementeiras !
Quando se está a fazer a polinização manual, deve-se ter as mãos bem lavadas, e voltar a lavar sempre que se polinizou uma fêmea. Por exemplo : a fêmea do melão A, já foi polinizada com duas ou três flores machos do melão B, agora vou polinizar a flor fêmea do melão B com as flores macho do melão A, mas com toda a certeza, as minhas mãos terão pólen das flores machos da primeira polinização, por isso é aconselhável lavar de novo as mãos.
Muita atenção durante este processo todo, pode uma abelha poisar, tanto numa flor macho como numa flor fêmea, e assim o processo fica sem efeito. O aconselhável é, por exemplo, retirar 2 flores macho do melão A, com cuidado poisar dentro de uma pequena caixa (etc), avançar para a garrafa do melão B, e tentar polinizar a flor fêmea sem retirar a garrafa nem a meia de vidro, sempre com muita atenção para que nenhum insecto (e não é só abelhas), entre e “borre a pintura”!

Tomates
Quanto à protecção dos tomates, aqui a história já é outra…
As flores dos tomates são diferentes dos melões, ou seja, as flores nos tomateiros são hermafroditas – portam os dois sexos dentro da mesma flor. Já não há necessidade de colher uma flor masculina para esfregar na fêmea.
Os insectos são um dos possíveis polinizadores (verdade seja dita que, as abelhas não são muito vistas por “estas bandas”…), mas julgo que não ando longe da verdade, ao dizer que o principal polinizador nos tomates é o vento!
Vamos lá então proteger e polinizar os tomates!
Esta imagem que aqui se vê, foi gentilmente cedida pelo Joba, do Lugar Nunca Pensei.
Eu acrescentei-lhe os rascunhos e as letras.
O C representa o primeiro cacho de tomates que este tomateiro produziu. Já possui todas as flores abertas.
A figura A e B representam o mesmo cacho; o segundo que nasceu no tomateiro. Ora, a protecção de sementes nos tomateiros, deve ser feita sempre (?) neste segundo cacho, mas também pode ser feito no terceiro e quarto, o primeiro é que nunca! O problema é que adiando para o terceiro ou quarto, depois pode ser tarde ao recolher as sementes para secá-las, e às vezes até para amadurecer o fruto, já que só se deve colher sementes de um fruto maduro e saudável! O porquê de não proteger o primeiro cacho, deve-se ao facto de “este primogénito” ser portador de uma ou duas flores “bastardas” (a folha seria de batata).
Voltando ao essencial…
O cacho de cima contêm 5 flores, 4 fechadas no B e uma aberta no A. Ora, a protecção deve ser feita no B, quando as flores ainda se encontram fechadas. Isto é muito fácil de fazer (proteger) quando se trata de cachos de tomates cereja, já que os cachos são mais longos e férteis, agora num tomateiro normal, é um bocadinho complicado…
A solução aqui era enrolar um pequeno fio de marcação à flor A, proteger todo o cacho com uma meia de vidro, ou tecido não tecido (tnt), e depois de nascerem todos (?) na protecção, o fio da flor A indica que aquele tomate não será para colher sementes!
Isto como não tem nada haver com polinização manual, explicado no melões, trata-se simplesmente de proteger, portanto, o tomateiro depois precisa de uma ajuda diária do homem, ou seja – “abanar o pessegueiro”…
A explicação: A flor do tomateiro é hermafrodita, e a polinização não é manualmente, e depois de protegida com os collants, os pequeninos insectos já não podem ajudar, e o vento encontra “obstáculo” na protecção, resta ao homem sacudir ligeiramente as flores, com os dedos, e todos os dias (até se descortinar um tomate do tamanho de uma ervilha). Basta…duas vezes por dia, aí uns 20 segundinhos… O “todos os dias” é só para ter uma certeza…
Este abanar faz o pólen masculino cair no ovário da flor.
Esta imagem é do ano passado. Vê-se um bom cacho protegido com uma meia de vidro.
Julgo tratar-se do Pêche Blanche?...
Notas:
Eu ainda não capei os melões, e muito menos fiz as protecções para as sementes, por isso, imagens desses factos só quando tal acontecer!

Espero que tenham entendido as minhas explicações, já que foi com esse intuito que eu criei o blog, para ajudar os horticultores nas “manhas” que a horta exige. Eu também quando precisei, procurei na net (em português), e não havia nada de nada… Tive depois de me socorrer além fronteiras, na língua francesa, e foi lá que encontrei tudo o que hoje sei…
Digam de vossa justiça – omissões / inexactidões / erros / incompreensões / questões…

No ano passado por esta altura, o PC estava de férias (entre Março até ao final de Junho)…e verdade seja dita, estou com vontade de voltar a “fugir” da net por uns bons tempos… (vou ver se aguento até ao final de Agosto ou Setembro…)

Os links:

http://cucurbitophile.fr/multiplic.php /   Tentar aqui a ver se dá?...

Segundo

Terceiro

"binte e seis"

A seguir ao trinta e sete...

Não me lembro em quantos ia...

Por favor, se não conseguirem ver algum link, indiquem numa mensagem qual! Agradecido.

P.S. - Não se "assustem" por não verem aqui (nos links) imagens com as meias de vidro; eu não encontrei essas imagens mas a pessoa que me ensinou assim, faz parte de um desses fóruns, do qual eu já fui participante!
publicado por António às 13:02
1 comentário:

E pronto.... quem fala assim...dá gosto de ouvir, neste caso de ler.
Parabens. E se for caso disso boas férias na net e bom trabalho na horta.
Vou analisar a história das garrafas este ano a ver se resulta.  joba

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aviso...

Venho avisar que só anexarei o post sobre protecção de sementes lá para quarta-feira; na sexta e no sábado não tive tempo de lhe tocar, por isso me atrasei. Faltam-me só alguns comentários.
“Pardon”!!!

Descobri uma enorme barbaridade no post anterior (é no que dá quando não se sabe).
Eu tinha avisado que não tinha estudos para tal, e que nunca nutri grande interesse no assunto, pois bem…ao reler a seguinte frase: « As sementes híbridas são a primeira geração de descendentes de duas linhas distintas e distantes dos pais da mesma espécie.», fiquei confuso com o «distantes»… Que uma semente híbrida é distinta da mesma espécie, não é difícil de entender, mas o distante…
Enfim, resumindo e concluindo, fui fazer uma pequenina pesquisa, e eureka… descortinei que quando se semeia duas espécies juntas diferentes (Casca de Carvalho e Branco do Ribatejo, por exemplo), as sementes que estes frutos portam em si são SIMPLESMENTE HÍBRIDAS, sem o F1. Este F1 só acontece ao fim de algumas gerações (quantas não sei?).
Aquele post é todo ele a rever – só não sei é quando (talvez no dia do SÃONUNCAÀTARDE…)?

«Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?...»

Só tu e o fidalgo engenhoso engenheiro…


P.S. – O titulo do post é para lembrar a nefasta nódoa que foi o dia 17 de Maio, do ano 2010…

sábado, 15 de maio de 2010

Sementes Puras & Sementes Híbridas

Eis um tema que me está a “esturricar” os meus neurónios! …
Vamos lá por partes: primeiro eu não tenho nenhum curso de horticultura, agricultura, ciências ou genética (etc); a minha escolaridade é o “antigo” 2º ano de escolaridade (julgo que hoje em dia se chama o 6º ano?...). Não chegou para aprender sobre tomates, melões ou salmões… Tudo o que sei, aprendi nos últimos 3 anos (familiares e net); primeiro a teoria e depois foi só pôr em prática (e agora é só aperfeiçoar).
Segundo, não aprofundei muito o tema híbrido porque, simplesmente, não me convêm nem me interessa muito (mais adiante esta frase será entendida…)!
Terceiro, se não sou de muita confiança em falar em híbridos, porque há questões que me deixam em dúvida e intrigado (eu sempre que tiver essas duvidas, deixo entre aspas 3 pontos de interrogação, para o leitor poder pesquisar pelos seus próprios meios), dizia que se não sou de muita confiança em relação aos híbridos, podem confiar no que eu falar sobre sementes puras, e como se deve proteger!!! O porquê desta confiança, é porque este tema, quando necessitei, foi de enorme interesse da minha parte, e como tal, pesquisei e questionei pessoas conhecedoras desta matéria.
(...)

Vamos lá ver então, o que é uma semente pura e uma híbrida!

Semente pura: Uma semente pura é a combinação de 50% de genes da mãe e 50% de genes do pai.
Já está, simples não?...
Semente híbrida: As sementes híbridas são a primeira geração de descendentes de duas linhas distintas e distantes dos pais da mesma espécie.
Aqui já têm 25% de genes da mãe, 25% de genes do pai, e os outros 50% (???) são genes de outra espécie. O termo genético para esta geração é um simples “F1” (não confundir com Formula Um, automóvel…), que significa Filial 1, ou seja: a primeira geração filial de sementes, plantas ou descendência animal, resultante do cruzamento sexual de tipos parentais diferentes.
Um bom exemplo entre os animais é o cruzamento entre um jumento com uma égua, resultado “temos” a mula. Mas se o cruzamento for invertido, ou seja, um cavalo com uma jumenta o resultado é o bardoto (cruzes-canhoto…).
Uma semente retirada de um híbrido pode ser estéril, mas o certo e garantido é que o fruto que daí nascer já será diferente da geração pura (exemplo: cultivar um pé de melão Casca de Carvalho junto de um pé de melão Branco do Ribatejo, ao colher sementes desses melões, para cultivar no ano seguinte, já não nascerá um Casca de Carvalho ou um Branco do Ribatejo – serão simplesmente novas espécies, em constante mutação…).
Mas as espécies só se hibridam entre espécies da mesma espécie e não do mesmo grupo… Vamos lá ver se consigo desatar este nó (…), por exemplo: Cucurbitaceas é uma família de plantas que reúne 750 espécies, das quais fazem parte os melões, pepinos, melancias, abóboras, cabaças (etc), ora, o horticultor pode cultivar na sua horta uma espécie de cada um destes hortícolas, sem haver risco de hibridação, mas já não pode cultivar várias espécies de melões (como eu faço), porque o resultado é a hibridação garantida, a não ser que faça a polinização manual! Atenção: há algumas excepções… nesta classe, cucurbitaceae, e principalmente no que mais me interessa (melões e pepinos), descobri uma espécie de pepino (há quem o defina como pepino e há quem o classifique como melão…), que é altamente hibridável com os melões. Trata-se de uma espécies da Arménia e chama-se armenian cucumber.
O porquê das sementes híbridas F1 no mercado: Uma semente híbrida F1 é a garantia (…) de melhores rendimentos do que uma semente pura! Os híbridos foram criados com ênfase na produtividade em detrimento da robustez e resistência. Mas “este doce” (produtividade) tem um custo, ou seja, o híbrido exige mais fertilizante, herbicida, pesticida e demasiada água! Mais: uma pessoa que compre sementes híbridas F1 não pode colher as sementes que daí nascerem (F2), por isso “é um negócio da China” para esses comerciantes. Um bom exemplo sobre este facto é a meloa Gália: de origem israelita, esta meloa é um híbrido F1. Muito saborosa e bastante cultivada no Alentejo mas, no entanto, os agricultores são obrigados a adquirir sementes todos os anos (já que o F2 é uma “desgraça”…). Portanto, esta meloa é criada por pais distintos e distantes (que nós não sabemos quem são, só mesmo os israelitas). Mas esta meloa (F1) pode ser estabilizada (a palavra correcta para este termo é desibridada), ou seja, os agricultores colherem sementes protegidas do F1, o que já passariam a F2, colher as sementes protegidas do F2, o que passaria a F3, etc. Isto é um processo que demora “algumas gerações”; pode ir de um mínimo de 7 anos, um “médio” de 10 e um máximo de 20 (???). O “problema”, como já dei a entender anteriormente, é no momento que as sementes são F2 e F3, principalmente (???), pois consta que é preciso semear centenas de plantas, para conseguir obter alguns frutos (???*).
Uma enorme confusão que vai nos meus neurónios é: Se quando protegermos um fruto puro e assim obtemos sementes puras, então quando se protege um híbrido F1 porque é que ele dá em F2????????? Terei compreendido mal?!?
Mais, a meloa Gália (é desta que estou a tratar neste momento) ao passar para F2 e depois F3 (etc), deixa de ser a meloa que nós conhecemos, ou seja, ganha outras formas ou características, e só volta a aparecer com as características iniciais (como a conhecemos no F1, o estado actual), por volta do F6/F7 (???), que depois precisa de mais uns anos de sementeira para confirmar a estabilização!
Acabei de esturricar uma dúzia de neurónios…
No mercado nunca (?) se encontra à venda sementes F2, F3, etc. Só mesmo puras e os híbridos F1. Atenção que muitos vendedores não sinalizam a qualidade do que vendem, e depois a “fava” sai ao cliente desprevenido… E há outros comerciantes que vendem “gato por lebre”…Eu já plantei melões Casca de Carvalho (o que vinha na imagem da carteirinha) e sai-me… o Verde Tendral… Outra vez plantei abóbora Menina e sai-me a Porqueira…
O que é um híbrido F2?!?
Um F1 é a primeira geração de descendentes de dois pais diferentes de linhagem estável.
Um F2 é a prole de dois desses F1.
Então é assim: Um Casca de Carvalho cultivado junto de um Branco do Ribatejo = F1 (tanto seja as sementes colhidas do Casca de Carvalho como do Branco do Ribatejo. Claro que serão diferentes umas das outras, ou seja: as sementes colhidas do Casca de Carvalho podem dar um melão com rugas, branco e polpa laranja (etc), e as sementes recolhidas do Branco do Ribatejo dar um melão (ou meloa?) com rugas, ou liso, verde e de polpa salmão (etc). Mas este facto está nas sementes do fruto que nasceu, ou seja, quando se semeia duas espécies puras juntas, neste caso os Casca de Carvalho e o Branco do Ribatejo, os frutos que daí nascerem são idênticos aos pais, a hibridação está nas sementes que esses frutos portam em si, e que só será visível no ano seguinte, quando se semear.
Tudo o que estou aqui a falar também é válido para os tomates (por exemplo)!
Este asterisco * que se encontra mais acima, é causa de “massacre” nos meus neurónios e aparecimento de cabelos brancos no meu “melão”… Eu explico: segundo entendi é na fase do F2 que se fará a escolha do futuro fruto que se deseja – branco ou castanho (etc), pequeno ou grande, oval ou redondo, doce ou picante, etc. Ora, e é por isso que se deve cultivar centenas de plantas, para poder encontra as características mais ao agrado do seu “criador”. O que me consome e esturrica os neurónios é: então se por volta do F6 ou F7 (???) a meloa Gália volta a ter as características do F1, que escolha se faz, então, no F2??? Que pode ser oval (melão) em vez de redondo?????????????
Fujam que estou a chamuscar…
Ainda não acabou a confusão e a chamuscada…

Por agora fico-me por aqui, estou cansado e saturado. Tenho muito trabalho na horta e não me posso dedicar com mais empenho a este tema. Será um tema a rever no Inverno, quando os trabalhos da horta estão a “hibernar”, portanto mais disponível para fazer a pesquisa!
Julgo que em alguns momentos deste post “meti os pés pelas mãos”… mas eu avisei que não tenho os estudos para tal, mas também não preciso de tanto…a mim, basta-me bem explicado uma vez que a “coisa” fica logo entranhada nos neurónios!
Para não complicar mais do que já está, decidi apagar alguns parágrafos que se encontravam logo a seguir à frase « Ainda não acabou a confusão e a chamuscada… »!
Deixo a todos os visitantes, os conhecedores do tema e os que pretendem aprender, o “blogue aberto” às vossas opiniões, sugestões e informações (ou seja, os vossos comentários, apesar de eu os moderar, serão publicados).
O tema híbrido é um tema muito extenso e complexo; e todo ele tem por obrigação passar nas “malhas” das Leis de Mendel!

Outro facto sobre híbridas: «As sementes híbridas e seus adubos necessários, pesticidas e sistemas de irrigação tem aprisionado muitos dos agricultores mais pobres do mundo em um ciclo de endividamento. Na Índia centenas de agricultores cometeram suicídio devido a dívidas.
« A substituição de fertilizantes químicos por métodos orgânicos de devolver os nutrientes ao solo, como a compostagem, rotação de culturas e esterco cria solos sem vida empoeirado propensas a erosão do solo. Um número estimado de 24 bilhões de toneladas de solo é erosão das terras agrícolas do mundo a cada ano. Os níveis de poeira na atmosfera mais baixa triplicaram nos últimos 60 anos.».
Palavras para quê…

Dois vídeos em inglês:
Primeiro - A
Segundo - A


P.S. – Amanhã ou segunda-feira, insiro o post sobre protecção de sementes, com imagens.
Era para ser junto com este post, mas finalmente decidi que devia ser noutro artigo!
publicado por António às 18:51

Olá, antes de mais, muitos parabéns gosto muito do seu blog. Tenho aprendido muito! Sei que não deve por cá andar tão cedo, pelo que li, mas qd voltar diga qualquer coisa. bem mas vamos ao meu comentario sobre F1. As linhas parentais dos F1 são apuradas de modo a serem o mais homozigotico possível (nas caracteristicas que importam). O que significa por ex meloa A, é aa num determinado gene e a meloa B é bb.Todos os descendentes vão ser obrigatoriamente ab.Agora no F2: temos 2 pais que são ab, mas os filhos deles podem ser: aa, bb, ab. Isto em várias caracteristicas ou genes ao mesmo tempo dá uma salganhada! Se fosse só 1 gene ainda tinhamos 50% de hipotese de ter meloas Gália (ab + ab = aa,ab,ba,bb, em que ba=ab), mas em muitos dá filiação muito diferente de uns para os outros!!! As sementes puras, são homozigoticas na maioria das suas caracteristicas que importam, portanto se o pai e a mão são aa, os filhos também o são! Não percebo especialmente de genética vegetal, nem de nenhuma genética em especial, mas esta é a base por detrás dos F1, muito simplificada, claro! Espero ter contribuído alguma coisa! Muitos parabéns e espero que volte em breve. Marisa
Marisa a 30 de Junho de 2011 às 23:41

Gostei do blog. Parabéns
Olá amigos
correctivos agricolas, calagem de solos a 26 de Novembro de 2010 às 12:20

Caro companheiro de "armas" António.
Para 3 anos de "tomatina" está um catedrático. Sintéticamente;(Não parece à primeira vista, mas atendendo a tudo o que se pode ler e estudar sobre hibridos, o seu post é sintético)conseguiu demonstrar porque milhares de pessoas têm um desgosto, quando depois de comer uma meloa, boa de morrer por mais, juntam religiosamente as suas pevides para no ano seguinte lançarem à terra ó natureza... nada cresce, ou m«na melhor das hipóteses, cresce muita rama, muita rama e nada de fruto.... Há malvados israelitas e outros que tais, que mandam na nossa horta.... Parabéns pelo post. fico ansioso pelo post da secagem e manutenção de sementes ... Abraço. Joba http://olugarnuncapensei.blogspot.com (http://olugarnuncapensei.blogspot.com)
 
Boas!
Joba, não sei se já reparou no meu último post?... "Confessei" que cometi uma enorme barbaridade (...); eu e os híbridos, definitivamente, não somos compatíveis... 
Mas nem tudo é falso; eu volto a reafirmar tudo o que disse sobre a meloa Gália! Sem retirar um vírgula!
Sobre o post de secagem e manutenção das sementes, ainda é muito cedo. Tinha intenção de o fazer só lá para meados de Agosto...mas lá por isso, em finais de Junho ou inícios de Julho, quando as meloas estiverem mais baratas à venda no mercado, eu faço um post, e principalmente sobre a recolha das sementes de tomate, que tem "um pequeno truque de ginginha"...
Cumprimentos,
António


Olá .gostei do blog, apesar da confusao deste post lol
Comecei tb há cerca de 2 anos a fazer uma horta...mas pelo q vejo aqui, nao sei nem um terço lol.
Vou voltar paea cuscar e principalmente aprender.se quizer cuscar o meu blog onde tenho a horta os meus animais e coisas q pinto...tá á vontade.
cumprimentos aqui da camponia da margem sul.


http://pituxasilva.blogspot.com/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Trabalhos na horta

Bom, vamos lá então ver porque é que eu não tenho respondido aos comentários e e-mails…
Estas imagens são uma sequência de vários dias.
Aquele pedregulho que ali se vê, era como um iceberg, um pouco de rocha fora da terra e um enorme “calhau” enterrada. Também já lá se encontra à mais tempo do que eu neste mundo. Era um suporte de uma vinha que existia onde se vê o carreiro, mas que já não existe há muitos anos.
Situada dentro da estufa roubava-me espaço para dois pés de tomates. Já no ano passado tentei tira-la, mas fui vencido… e desisti… Este ano, decidi que tinha de ser mais persistente que o raio do pedregulho; meti mãos à obra e venci!
Não consegui retira-la para fora, tamanho era o peso, resolvi escavar bem fundo e enterra-la.
                             Garanto que o buraco faz mais de 1 metro de fundura e diâmetro!
                                               Enterrado o “bicho”já posso plantar os tomates.
Preparei o terreno para os tomates, em camas; e faço-o desta forma porque já percebi que alteando o terreno (as camas), as raízes são mais vigorosas e vastas, o que não acontece quando se planta “rente ao chão”, onde fica muito compacta após regar. Utilizo este sistema para tudo (melões, meloas, pepinos, melancias, alfaces, beterrabas, nabos, etc)!

No dia seguinte encontrei as camas desfeitas e cheia de presentes… Meia dúzia de gatos (uns vadios e outros de dono) resolveram fazer da estufa o seu wc…
Parece e confirma-se que as camas não são só do agrado das raízes…
Coloquei uma rede plástica (que se utiliza nas ervilhas, etc.) em redor da estufa. Saliento que a rede foi comprada no ano passado, portanto ainda nova (com um ou outro rasgão, mas pequeno); pois bem, a seita de selvagens…terroristas…vândalos… resolveu na noite seguinte fazer escalada e trapézio… Sacanas rasgaram-me a rede em mais de 10 sítios, e não eram pequenos rasgões – alguns faziam quase um metro… Mais um dia perdido…
No dia seguinte (e já não sei a quantas ando…), achei que tinha a solução… fui a uma bouça vizinha, com umas tesouras de podar e luvas de couro, tratei de cortar mato grosso, embrulhando-o num pano de 4 metros quadrados, trouxe-o para a horta e coloquei-o como as imagens documentam - pendurado e atado na rede.
Bem, era mais um dia passado, mas desta vez “esfregava as mãos” com a certeza que a contenda estava garantida… apesar das picadelas que levei do mato, e dos picos que tinha entranhado nos dedos…
No outro dia seguinte, confiava eu que era o “tal” que ia transplantar os meus tomateiros para a estufa, quando…encontro a rede de novo rasgada, buracos abertos por entre o mato, e com a “oferta” de pelos no meio do mato e a “sanita” mais preenchida e cheirosa…
A guerra estava declarada…

Novo dia nova esperança!
Conformado que tudo o que tinha tentado não daria frutos… decidi-me por algo mais radical… Fui a uma drogaria e comprei uma rede de galinheiro (ah!!!....houve aí quem pensou que ia comprar veneno, não houve?... Vontade não faltou…). Foram 16.50m x 1.50m de rede que me custaram à volta de 13€ (dinheiro que não estava previsto gastar…eles hão-de pagar…).
Portanto, agora tenho um “galinheiro de tomates”…MAS JÁ NÃO TENHO GATOS DENTRO DA ESTUFA!!!!
(Cenas da próxima novela…é já a seguir no meloal…)
Todos os buracos possíveis de entrar na estufa tapados; mais uma porta colocada num dos topos, está assim dada a partida para o início da plantação de tomates (queira DEUS…).
Refiz de novo as camas, depois de ter limpo a “sanita”… e assim iniciei a temporada na horta.
Como no ano passado, coloco 16 tomateiros por cada fila (32 no total).
Faço buracos de 25 a 30 cm de profundura, e desviados uns dos outros com 40 cm (também não dá para mais – era bom, era…).
                              Tudo preparado para colocar na estufa. Quinta-feira é o dia!
Um exemplo do estado que se encontram os tomateiros: o da esquerda é o mais vigoroso de todos (Golden Jubilée), e o da direita o mais “preguiçoso” (Bychbe Heart is Orange).
Por fim, já mais satisfeito e esperançado de um melhor novo dia, fui jantar.
O repasto foi o seguinte:
Miau-Miau a La Provance…

É uma receita do Daguestão… e precisa só de ser marinada com laranja d`Avó… e uma moeda de 1€ para apimentar…


Nota:
“Alguns” visitantes querem saber como se obtém melões picantes…pois bem… eu dou a receita…: Para ter os melões bem picantes é só despejar uma saqueta de piri-piri na raiz do meloeiro… E para obter melões (e todos os outros hortícolas) enormes basta colocar também, na raiz, uma colher de chã com fermento para bolos…Simples…
Eu costumo lhes deitar um copito de vinho do Porto…

P.S. – Desculpem não responder aos vossos comentários, mas como “podem ver”, neste momento ando num enorme stress. Tenho todos os hortícolas para colocar na horta, e da maneira que eu faço é para vários dias; e ainda tenho o post sobre sementes puras, híbridas e protecção em fase de execução (nem sequer estou a meio…).
Por isso não se espantem, se não responder ao quer que seja nas próximas 3 semanas (esta é a fase mais complicada e fatigante que tenho. Mas há mais… a altura de proteger as sementes também e desgastante).
Tenho-me deitado quase à meia-noite; dou uma vista de olhos na net e fico logo com as “pestanas em chumbo…).
Responderei mais tarde aos comentários!

sábado, 1 de maio de 2010

"Le silence des abeilles" - Parte II

"Le silence des abeilles" = 1

http://hortaminho.blogspot.pt/2010/03/o-silencio-das-abelhas.html

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Continuando o tema do post O Silêncio das Abelhas; apresento agora o segundo vídeo como havia anunciado.
Este vídeo é uma sequência de 6 episódios; com áudio em inglês e legendas de português. Caso pretenda ver os seguintes vídeos só tem de seguir os links do YouTube.

Sobre as abelhas, gostava de ter aqui um discurso “solene e utópico”, mas aí já seria um discurso politico… sem subsistência nos actos, oco de valores e vontades, iguais ao que apregoam ao povo quando vendem a banha de cobra, mas que mesmo assim seduzem os incrédulos…abismados com palavras mágicas…e promessas de um Novo Mundo…
Não!!! Não embarco nessa Nau… Vou simplesmente ser conciso e directo:
- Imagine o Mundo antes dos pesticidas…
- Imagine o Mundo sem abelhas…
- Imagine o Mundo sem o Homem…
- Imagine…

Este foi o meu discurso em prol das abelhas; muito pobre e sem vigor, entorpecido como a maioria dos homens… que se inflamam em batalhas sem valores e vazias, ignorando ou desprezando as batalhas da sobrevivência da humanidade…
(((Um pequeno segredo: eu não sou DEUS mas se fosse…que limpeza eu fazia ao homem…eu incluído, é claro; mas fazia cá uma reciclagem nesta “espécie” chamada humanidade…)))

Existem mais de 20.000 espécies de abelhas, das quais 85% são solitárias.
Para quem quiser ajudar as abelhas (entre outros insectos), para além de renunciar aos pesticidas, deixo aqui uns links muito interessantes, de como se pode “cativar e agradecer” aos insectos amigos do jardineiro ou agricultor.
São pequenos nadas que ajudam os insectos, fáceis de elaborar, basta apenas um pouco de vontade, generosidade e paciência. Além disso, é uma forma de os manter no jardim ou na horta, e assim mais próximos de “amparar” o homem (polinizar).
Quero salientar algo muito importante: as abelhas polinizadoras não têm nada haver com as vespas (estas últimas são umas “marvadas”). As abelhas polinizadoras são mansas e nunca atacam o homem (pode parecer estranho…mas eu faço festas nas abelhas – hei-de tirar fotografia para provar – como se lhes estivesse a pagar uma carícia de agradecimento pela sua ajuda, mas é claro que elas, ao sentirem os meus dedos, “fogem logo a sete léguas” para outra flor. Jamais alguma me atacou por eu fazer isto!).

"Primeiro"

"Segundo"

"Terceiro" (Atenção: este é um hotel 5 estrelas... não é para todos os bolsos...)

"Quarto"

"Cozinha"...(Não sei contar mais...)
Isto é o meu dedo a fazer festas numa abelha das grandes (abelhão).
A imagem esta sem grande visualização (máquina fraquita mas para o que é serve); mas aquele amarelo e negro por baixo do meu dedo é uma abeilha, que por seu lado esta "pastando" em cima duma phacelia!
Acho que a culpa...é do flash, e eu não sei desligar aquela "treta" e nem vou perder tempo a ler as instruções...
(Phacelia)
(Borragem)
As ingratas...ainda não aprovaram o "albergue rústico" que eu lhes ofereci...
                                                Laranjeiras e limoeiro sem sulfate!


                          Laranjas de umbigo (esta espécie é uma Senhora Laranja, DE-LI-CI-O-SA...)
"Meia dúzia" de batatas semeadas em 12 de Março; sulfatadas com calda bordalesa, pela primeira vez, na semana passada.
Quem pretender sulfatar (com calada bordalesa, é claro), que o faça com precaução e moderação, ou seja: Nunca sulfatar em período de floração! Nunca sulfatar com vento! Nunca sulfatar de manhã nem á tarde – faça-o quase ao anoitecer, já com as abelhas recolhidas, dando assim tempo para que a noite possa fazer secar o sulfate!
Eu nunca sulfatei melões, pepinos, melancias e cabaças, só mesmo os tomateiros (antes de ganharem flor), as batatas e árvores de fruta: citrinos, laranjeiras, limoeiro e clementina. Mas só sulfatei os citrinos uma vez, no Inverno de 2009, “colhendo” a ilação de não mais sulfatar.
Quero salientar um facto muito importante: estes citrinos (excepto a clementina), são mais velhos do que eu, e foram plantados pelo meu avô (falecido à mais de 20 anos), e que eu me lembre (?) nunca levaram sulfate em cima (excepto o tal ano de 2009).
publicado por António às 00:15



Transgénicos serão a causa.Sou apicultor no Norte de Portugal e a cerca de 6 anos que me debatia com o desaparecimento dos enxames no meu apiario, hoje em dia tudo me faz crer que o cultivo de transgénicos serão a causa.quem for apicultor que coloque uma colmeia perto de uma plantação de milho transgénico e verá o resultado...



Estou fascinada e assustada com o que se passa com as abelhas.
Eu tratei as laranjas com produtos naturais e vou fazendo esperiencias sempre de uma forma natural.
vamos fazer uma campanha a esse favor, contra os trangenicos, granulados e todas as formas quimicas e antinaturais que se usam por aí
eugenia